sexta-feira, 19 de outubro de 2018


CO2 - e o aquecimento global --- o alimento de uma máquina burocrática que vale hoje dezenas de milhares de milhões de euros

Sou um "herege climático"! É assim que a ortodoxia climática do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) designa todos aqueles que questionam e não seguem a "religião oficial". Há uma tal intolerância sobre este tema, que a contestação da "religião oficial" da ortodoxia climática, é a afirmação mais politicamente incorreta que se pode produzir nos nossos dias.
"Acredito" nas alterações climáticas (que eu prefiro chamar de variabilidade climática), mas não "acredito que o CO2 do IPCC seja o "Franknstein" dessas alterações. O IPCC , como qualquer organismo corporativo, é uma organização política e as suas conclusões são políticas. Dessa forma, uma teoria sobre o clima transformou-se numa ideologia política. E assim, os cientistas climáticos precisam de um problema para angariar fundos para a sua investigação, que todos os anos gere milhares de milhões de euros.
Hoje em dia, duvidar da ortodoxia climática, é quase criminoso e fecha as portas à investigação e a muitos investigadores. Se quisermos investigar um qualquer fungo na casca do sobreiro, só conseguiremos financiamento se na apresentação do projeto relacionarmos o fungo com as alterações climáticas da ortodoxia do IPCC.
Há censura e intimidação e o "aquecimento global" tornou-se numa religião em que quem discorda é herético. Este estado de espírito, ficou aliás bem patente, na recente conferência da Universidade do Porto que reuniu cientistas "heréticos climáticos", que foram, literalmente, lançados na fogueira por defensores da religião oficial, na exata proporão com que se lançavam bruxas na fogueira no tempo da inquisição.
Eu não sou cientista, mas vivo na companhia de muitos cientistas credenciados que dizem que a "ciência oficial" é fraca e incerta. Refiro-me a cientistas como por exemplo:
Professor Tim Ball - Departamento de Climatologia da Universidade de Winnipeg - Canadá
Professor Carl Wunsch - Departamento de Oceanografia do MIT
Dr. Nigel Calder - foi editor da New Scientist, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo
Professor Syun Ichi Axasouf - Diretor do Centro de Pesquisa Internacional do Ártico
Patric Moore - co fundador da Green Peace
Professor Paul Reiter - especialista em entomologia (malária) do Instituto Pasteur e membro da Organização Mundial de Saúde
Dr Roy Spencer - Chefe de equipa de satélites meteorológicos da NASA.
Professor Ian Clark - Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Otawa, Canadá
Professor Philip Stott - Departamento de Biogeografia da Universidade de Londres

São muitos os cientistas que contestam as teorias oficiais do clima e  muitos afirmam já terem sido coagidos a aceitar integrar a lista dos cientistas da religião oficial, sendo que alguns deles tiveram que ameaçar o IPCC com processos em tribunal para não integrarem as fileiras daquela religião.
A teoria prevalecente, é que o desenvolvimento industrial suportado pelos combustíveis fósseis e a consequente libertação de CO2, está a causar o aumento da temperatura.
Gráfico da Nasa que mostra o aumento da temperatura desde 1850 até aos nossos dias

Desde 1850, (ver gráfico acima) que a temperatura aumentou cerca de 0,6 graus, mas este aquecimento começou muito antes dos carros e dos aviões terem sido inventados. Mais relevante ainda, é que a maior parte do aquecimento aconteceu antes de 1940 quando a industrialização ainda era incipiente. Mas ainda mais interessante, durante as 4 décadas seguintes a 1940 a temperatura baixou e em meados dos anos 70 do século passado, havia reportagens televisivas que mostravam preocupação pelo arrefecimento do planeta.
O CO2, é um gás natural produzido "por todas as vidas" - vulcões, bactérias, vegetação a morrer, oceanos e todos os animais, sendo que os humanos representam uma parte menor. O Planeta Terra já teve 10 vezes mais CO2 do que tem nos dias de hoje e nunca se conseguiu associar alterações climáticas ao CO2 e, em particular, nenhuma das alterações climáticas dos últimos 1000 anos pode ser explicada pelo CO2.
Gráfico de variação da temperatura nos últimos 1000 anos
Durante este intervalo de tempo, (ver gráfico acima) a Europa passou por um período  de aquecimento que correspondeu a um período de expansão económica, designado por "Medieval Warm  Period" --   também conhecido por "Medieval Climate Optimum" -- mas passou também por um período de arrefecimento designado por "Little Ice age" e que correspondeu a um período de depressão económica. A generalidade dos cientistas atribuem esta variabilidade climática a variações da atividade solar, variações da atividade vulcânica e a alterações na circulação oceânica.
O CO2 representa 0,054% do total de gases na atmosfera (oxigénio, argon, nitrogénio,...), sendo que essa percentagem é equivalente a 0,54 milímetros num metro. O mais importante gás de efeito estufa é sem qualquer querela científica o vapor de água, que representa cerca de 95% dos gases com efeito estufa.
Mas afinal, o que é que se passa com os gases de efeito de estufa? Eles encontram-se no meio da tropoesfera, a cerca de 10 kms de altitude, que é onde o aquecimento deveria ser mais elevado. Mas na realidade, isso não está a acontecer. A temperatura está mais alta à superfície o que é um indicador de que o aquecimento não está a ser provocado por gases de efeito estufa.
Mas se não são os gases de efeito estufa, o que é que está a aquecer o planeta? 
A atividade solar é há muito tempo investigada e está cada vez mais bem conhecida. Os "Sun Spots" são na verdade gigantescos campos magnéticos. Se tivéssemos olhos RaioX, perceberíamos bem que a nossa "simpática estrela" é na realidade muito violenta!
Sun spots
Há muito tempo que os astrónomos em todo o mundo estudam os "sun spots" e os associam a variabilidade climática. Mas mais recentemente, foi possível fazer uma correlação quase perfeita entre temperatura e atividade solar. É isto que mostram as curvas azuis e vermelhas dos gráficos seguintes para os últimos 100 anos e para os últimos 400 anos.
Correlação quase perfeita entre temperatura e atividade solar nos últimos 100 anos

Correlação quase perfeita entre temperatura e atividade solar nos últimos 400 anos


Por outro lado a Terra está a ser constantemente bombardeada por partículas sub atómicas (raios cósmicos). A interação destas partículas cósmicas com o vapor de água, dá origem a gotículas de água e à consequente  formação de nuvens que têm um efeito de arrefecimento  porque refletem os raios solares antes de atingirem  da superfície terrestre.
As nuvens têm um efeito de arrefecimento na superfície da Terra, porque refletem os raios solares

Quando a atividade solar é maior e os ventos solares são mais fortes, há menos partículas cósmicas que chegam à Terra e menor formação de nuvens. Ou seja, o clima é controlado por nuvens, as nuvens são controladas por Raios Cósmicos que por sua vez são controlados pelos ventos solares. Quantos mais raios cósmicos atingirem a terra, maior é a formação de nuvens. Quanto menos Raios Cósmicos atingirem a Terra menor é a formação de nuvens. Deste modo, como as nuvens têm um efeito de arrefecimento sobre a superfície terrestre se houver menos nuvens a temperatura irá subir. O SOL, vital para a vida, é também o controlador da variabilidade climática do Planeta. Se a atividade solar é maior a temperatura aumenta, se a ativdade solar é menor a temperatura diminui!
Mas então porque é que aprecem gráficos de correlação CO2/ temperatura, nomeadamente o gráfico que tornou famoso Al Gore no seu filme Verdade Inconveniente e que a seguir se reproduz?
A informação deste gráfico foi obtida a partir de "carotes" de gelo e permitiu a reconstituição  da correlação CO2/temperatura nos últimos 400 mil anos, que apresenta uma relação quase perfeita entre variações de CO2 e temperatura. 

Na realidade, a resposta é bastante simples. Quanto mais elevada for a temperatura dos oceanos, maior é a libertação de CO2 retido nas águas do mar. Quanto menor for a temperatura da água dos oceanos, maior é a sua capacidade de absorção de CO2. Ora o que a Verdade Inconveniente diz é que a temperatura aumentou por causa do CO2. Na realidade, os argumentos contraditórios dizem que, de facto a temperatura aumentou, o que provocou uma maior libertação de CO2 das águas do mar e que de facto, há um desfasamento temporal de cerca de 800 anos entre o aumento da temperatura e o aumento de CO2. É o aumento de temperatura que provoca mais CO2 e não o seu contrário.
Dito isto, estou cada vez mais convencido de que estamos a distorcer os nossos esforços científicos com a investigação de uma área científica relativamente pequena. Poderemos fazer a seguinte analogia: o meu carro não anda e eu vou ignorar o motor e a transmissão e vou modelar a minha avaria a partir de um parafuso da roda esquerda. Todos os modelos computacionais para previsões futuras do clima assentam no CO2, porque é mais importante e mais lucrativo produzir um modelo que seja interessante do que um modelo que esteja correto. Há uma tendência para o dramatismo e até os mais elementares princípios jornalísticos neste domínio, parecem estar a ser abandonados.
Há muitas verdades inconvenientes na ortodoxia climática do IPCC. Talvez a maior de todas elas seja o facto de muitos "cientistas" desse organismo não serem de facto cientistas. O aquecimento global antropógenico, criou uma indústria de burocratas ambientalistas que não abrem mão dos privilégios conquistadosFoi a conservadora Margaret Thatcher a primeira política a acreditar na teoria do “efeito estufa”. Ela estava preocupada com o aumento do poder dos árabes (petróleo) e com o aumento do poder dos sindicatos esquerdistas (mineradores de carvão), e então decidiu que era preciso ignorá-los e investir em energia nuclear. Para convencer o público, usou como propaganda a teoria de que os combustíveis fósseis causariam o aumento da temperatura, por meio de efeito estufa, e que isso significava uma única coisa: catástrofe climática. Hoje, as esquerdas de todo o mundo usam a bandeira ambiental de um governo de direita na sua agenda política. Essa agenda política foi incrementada de forma muito eloquente pelos saudosistas da União Soviética a partir do final da década de 80 do século passado, porque encontraram nessa bandeira um foco de unificação de uma ideologia que desmoronou. É por isso que as "causas verdes" estão hoje associadas às esquerdas políticas - veja-se o caso português em que os Verdes estão em coligação eterna com o PCP. 
Quero ainda referir um pequeno facto científico e histórico que não faz parte da retórica do CO2 climático, não sei se por ignorância ou estratégia:
O mosquito da malária é uma das armas de arremesso dos ambientalistas portugueses. No entanto, deveriam saber que esse bichinho não é uma exclusividade dos trópicos, que está se alastrando agora devido ao suposto “efeito estufa”. A maior epidemia de malária já registada ocorreu dentro do círculo ártico, nos anos 1920, na União Soviética, tendo contaminado certa de 12 milhões de pessoas e matado 600 mil.
Hoje em dia tornou-se comum explicar tudo e mais alguma coisa como resultado das alterações climáticas, mas a verdade é que o Planeta nunca se aquieta. Encontra-se num fluxo constante. No último milhão de anos houve uma idade do gelo a cada 100 mil anos e a vida continuou! Há dezenas de milhares de anos que o Homo sapiens é o predador do topo da pirâmide. Ao longo da sua existência o Homo sapiens está associado a grandes catástrofes ambientais, apesar de haver investigadores que querem associar essas catástrofes do passado às alterações climáticas. Há cerca de 45 mil anos, por exemplo, quando o Homo sapiens chegou à Austrália, em poucos milhares de anos, 23 das 24 espécies animais Australianas que pesavam 50 ou mais kilos,  desapareceram. O mesmo aconteceu na América do Norte com a chegada do Homo sapiens há 14 mil anos: 34 dos seus 47 géneros de grande mamíferos foram extintos em pouco tempo e a América do Sul perdeu 50 dos seus 60 géneros de grandes mamíferos com a chegada do Homo sapiens
O mundo precisa de cuidados e o homem tem que aprender a cuidar do Planeta. O uso super intensivo dos solos é um enorme problema; a perda de biodiversidade é um enorme problema; a destruição das florestas tropicais é um enorme problema; o subdesenvolvimento humano onde existem dois mil milhões de pessoas sem electricidade, é um enorme problema; o continente africano que depende em 80% do carvão vegetal para as suas necessidades energéticas e a consequente destruição florestal é um enorme problema!...
O CO2 é só um parafuso da Roda, que serve para alimentar uma máquina burocrática de interesses políticos e ambientais que valem hoje dezenas e dezenas de milhares de milhões de euros!