A INTENSIDADE ENERGÉTICA EM PORTUGAL E NA UNIÃO EUROPEIA
Define-se como intensidade energética da produção económica, o rácio entre o consumo energético -tonelada equivalente de petróleo (teo) / milhão de euros PIB.
O gráfico é extraído do site da Associação de Energias Renováveis, http://www.apren.pt/pt/energias-renovaveis/outros e mostra as tendências de variação da intensidade energética em Portugal e na União Europeia entre 2002 e 2015.
Neste gráfico, pode ver-se que, enquanto a média dos países da União Europeia (azul) tem vindo a manter uma tendência descendente da sua intensidade energética, atingindo valores em 2015, de 120,4 toneladas equivalentes de petróleo por milhão de PIB, em Portugal essa tendência de descida estagnou em 2012 e mostra mesmo uma tendência de subida em 2015 com valores de 133,9 toneladas equivalentes de petróleo por milhão de PIB.
Esses valores significam que Portugal tem uma intensidade energética superior em 11% em relação à média da União Europeia, o que constitui uma enorme desvantagem competitiva da nossa economia em relação à média da União Europeia e um problema acrescido para a descarbonização ambiental que urge resolver. É no desenvolvimento da tecnologia, na eficiência energética e na utilização racional da energia, que se "esconde" uma enorme fatia do nosso paradigma energético.

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